"Ame a todos, confie em poucos. Não seja injusto com ninguém." William Shakespeare

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Senhor esteja à minha frente p/ me iluminar, atrás p/ me proteger e ao meu lado p/ me amparar.

Senhor esteja à minha frente p/ me iluminar, atrás p/ me proteger e ao meu lado p/ me amparar.
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"Senhor, dê-me serenidade para aceitar as coisas que não posso mudar,a coragem para mudar as coisas que não posso aceitar e a sabedoria para esconder os corpos daquelas pessoas que eu tive que matar por estarem me enchendo o saco. Também, me ajude a ser cuidadoso com os calos em que piso hoje, pois eles podem estar conectados aos sacos que terei que puxar amanhã. Ajude-me, sempre, a dar 100% no meu trabalho... - 12% na segunda-feira, - 23% na terça-feira, - 40% na quarta-feira, - 20% na quinta-feira, - 5% na sexta-feira. E... Ajude-me sempre a lembrar, quando estiver tendo um dia realmente ruim e todos parecerem estar me enchendo o saco,que são necessários 42 músculos para socar alguém e apenas 4 para estender meu dedo médio e mandá-lo para aquele lugar... Que assim seja!!! Viva todos os dias de sua vida como se fosse o último. Um dia, você acerta. Luís Fernando Veríssimo

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Mulheres Independentes “Sou dona de mim, da minha vida e do meu destino Sigo meu bom senso, minha razão, minha emoção e minha sede de ser livre Bom é viver assim, sem amarras, sem apego ao passado e Sem preocupação com questões que ainda não foram superadas, Pois o mundo ainda precisa evoluir muito, há muito o que Superar... Eu penso, reflito e analiso Sou um ser em constante mutação Sou “Eu Mesma”, mas não sou “Sempre a Mesma” Não sou normal, pois ser normal é chato É repetitivo, e EU gosto de transformações Gosto de olhar por vários prismas e Mudar de opinião, de gosto, etc. A mudança não é somente física, Mas também é abstrata e intrínseca A beleza e juventude se vão Mas o conteúdo da alma permanece ...” texto de Lúcia Martins filhos:não etnia: todas religião:Cristão/outro visão política:depende humor: cáustico orientação sexual: heterossexual estilo: casual fumo: não bebo:de vez em quando, adoooro vinho animais de estimação: adoro cães

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UM ATO DE AMOR


Um dia meu corpo estará deitado sobre um lençol branco, cuidadosamente introduzido sob os quatro cantos de um colchão, num hospital extremamente atarefado com os que ainda vivem e com os que estão morrendo;
Em um dado momento, um médico dirá que meu cérebro deixou de funcionar e que minha vida se extinguiu.
Quando isso acontecer, não tentem instalar vida artificial em meu corpo, com o uso de uma máquina e não chamem a isso de meu “leito de morte” deixem que ele seja chamado de" leito de vida', e deixem meu corpo retirado dele para ajudar os outros levarem vidas mais felizes.
Dêem minha visão a alguém que jamais viu o raiar do sol, o rosto de uma criança ou o amor nos olhos de uma outra pessoa.
Dêem meu coração a uma pessoa cujo coração apenas experimentou dias infindáveis de dor.Dêem meu coração ao jovem que foi retirado dos destroços de seu carro, para que ele possa viver para ver seus netos brincarem.
Dêem meus rins a alguem que depende de uma máquina para viver de semana a semana.Retirem meus ossos, cada músculo cada fibra e nervo do meu corpo e encontrem um meio para fazer uma criança aleijada caminhar, explorarem cada canto do meu cérebro.Retirem minhas células se necessário e deixem crescer para que algum dia um menino mudo possa gritar com o canto de um pássaro e uma menina surda possa ouvir o barulho da chuva de encontro à sua janela.Queimem o que restar de mim e espalhem cinzas ao vento para ajudar as flores a brotarem.
Se tiverem que enterrar algo, que sejam os meus erros, minhas fraquezas e todo o mal que fiz contra os meus semelhantes.
Dêem meus pecados ao diabo e dêem minha alma a Deus.Se por acaso desejarem lembrar-se de mim façam-no com uma ação ou palavra amiga a alguém que precisa de vocês.

Se fizerem tudo que pedi, estarei vivo para sempre...

Fonte: autor desconhecido.
Quem souber o autor do texto por gentileza informar-me para que eu possa dar-lhe o devido crédito.

Aos especias ... Clarice Lispector

"Já escondi um AMOR com medo de perdê-lo, já perdi um AMOR por escondê-lo.
Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos.
Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso.
Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.
Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem.
Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram.
Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir.
Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi.
Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto.
Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.
Já tive crises de riso quando não podia.
Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva.
Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.
Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar.
Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.
Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros.
Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz.
Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava.
Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade... Já tive medo do escuro, hoje no escuro "me acho, me agacho, fico ali".
Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais.
Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria.
Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava.
Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda.
Já chamei pessoas próximas de "amigo" e descobri que não eram... Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim.
Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!
Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!
Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra SEMPRE!
Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.
Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco q eu vou dizer:
- E daí? EU ADORO VOAR!
Clarice Lispector

Canção das Mulheres - Lia Luft

Que o outro saiba quando estou com medo, e me tome nos braços sem fazer perguntas demais. Que o outro note quando preciso de silêncio e não vá embora batendo a porta, mas entenda que não o amarei menos porque estou quieta. Que o outro aceite que me preocupo com ele e não se irrite com minha solicitude, e se ela for excessiva saiba me dizer isso com delicadeza ou bom humor. Que o outro perceba minha fragilidade e não ria de mim, nem se aproveite disso. Que se eu faço uma bobagem o outro goste um pouco mais de mim, porque também preciso poder fazer tolices tantas vezes. Que se estou apenas cansada o outro não pense logo que estou nervosa, ou doente, ou agressiva, nem diga que reclamo demais. Que o outro sinta quanto me doia ideia da perda, e ouse ficar comigo um pouco - em lugar de voltar logo à sua vida. Que se estou numa fase ruim o outro seja meu cúmplice, mas sem fazer alarde nem dizendo ''Olha que estou tendo muita paciência com você!''Que quando sem querer eu digo uma coisa bem inadequada diante de mais pessoas, o outro não me exponha nem me ridicularize. Que se eventualmente perco a paciência, perco a graça e perco a compostura, o outro ainda assim me ache linda e me admire. Que o outro não me considere sempre disponível, sempre necessariamente compreensiva, mas me aceite quando não estou podendo ser nada disso. Que, finalmente, o outro entenda que mesmo se às vezes me esforço, não sou, nem devo ser, a mulher-maravilha, mas apenas uma pessoa: vulnerável e forte, incapaz e gloriosa, assustada e audaciosa - uma mulher.

Canção na plenitude. Lya Luft/ Magníco texto, maravilhosa mulher.

Não tenho mais os olhos de menina nem corpo adolescente, e a pele translúcida há muito se manchou. Há rugas onde havia sedas, sou uma estrutura agrandada pelos anos e o peso dos fardos bons ou ruins.(Carreguei muitos com gosto e alguns com rebeldia.)
O que te posso dar é mais que tudo o que perdi: dou-te os meus ganhos.
A maturidade que consegue rir quando em outros tempos choraria,busca te agradar quando antigamente quereria apenas ser amada.
Posso dar-te muito mais do que beleza e juventude agora: esses dourados anos me ensinaram a amar melhor, com mais paciência e não menos ardor, a entender-te se precisas, a aguardar-te quando vais,a dar-te regaço de amante e colo de amiga,e sobretudo força — que vem do aprendizado.

Isso posso te dar: um mar antigo e confiável cujas marés — mesmo se fogem — retornam,cujas correntes ocultas não levam destroços mas o sonho interminável das sereias.

Texto acima foi extraído do livro "Secreta Mirada", Editora Mandarim - São Paulo, 1997, pág. 151. Lya Luft

Para se roubar um coração

Para se roubar um coração, é preciso que seja com muita habilidade, tem que ser vagarosamente, disfarçadamente, não se chega com ímpeto, não se alcança o coração de alguém com pressa. Tem que se aproximar com meias palavras, suavemente, apoderar-se dele aos poucos, com cuidado. Não se pode deixar que percebam que ele será roubado, na verdade, teremos que furtá-lo, docemente. Conquistar um coração de verdade dá trabalho, requer paciência, é como se fosse tecer uma colcha de retalhos, aplicar uma renda em um vestido, tratar de um jardim, cuidar de uma criança. É necessário que seja com destreza, com vontade, com encanto, carinho e sinceridade. Para se conquistar um coração definitivamente tem que ter garra e esperteza, mas não falo dessa esperteza que todos conhecem, falo da esperteza de sentimentos, daquela que existe guardada na alma em todos os momentos. Quando se deseja realmente conquistar um coração, é preciso que antes já tenhamos conseguido conquistar o nosso, é preciso que ele já tenha sido explorado nos mínimos detalhes, que já se tenha conseguido conhecer cada cantinho, entender cada espaço preenchido e aceitar cada espaço vago. ...e então, quando finalmente esse coração for conquistado, quando tivermos nos apoderado dele, vai existir uma parte de alguém que seguirá conosco. Uma metade de alguém que será guiada por nós e o nosso coração passará a bater por conta desse outro coração. Eles sofrerão altos e baixos sim, mas com certeza haverá instantes, milhares de instantes de alegria. Baterá descompassado muitas vezes e sabe por que? Faltará a metade dele que ainda não está junto de nós. Até que um dia, cansado de estar dividido ao meio, esse coração chamará a sua outra parte e alguém por vontade própria, sem que precisemos roubá-la ou furtá-la nos entregará a metade que faltava. ... e é assim que se rouba um coração, fácil não? Pois é, nós só precisaremos roubar uma metade, a outra virá na nossa mão e ficará detectado um roubo então! E é só por isso que encontramos tantas pessoas pela vida a fora que dizem que nunca mais conseguiram amar alguém... é simples... é porque elas não possuem mais coração, eles foram roubados, arrancados do seu peito, e somente com um grande amor ela terá um novo coração, afinal de contas, corações são para serem divididos, e com certeza esse grande amor repartirá o dele com você. Luís Fernando Veríssimo

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domingo, 12 de dezembro de 2010

WALTER MARTINS FERREIRA - Parabenjamim- Festival de Palhaço de Pará de Minas

Parabenjamim- Festival de Palhaço de Pará de Minas


Escrito por José Roberto Pereira Qua, 09 de Junho de 2010 11:18

O Parabenjamim- Festival de Palhaço de Pará de Minas foi criado no ano de 2009 pela secretaria municipal de Cultura de Pará de Minas, tendo a pasta como secretária a senhora Maiza Lage Barbosa e como diretor do Departamento de Cultura este colunista. O objetivo ao criar o festival foi o de fazer uma justa homenagem ao pará-minense mais ilustre nas artes circense e cênica, Benjamim de Oliveira.

O Parabenjamim nasceu para suprir uma necessidade que se arrastava há décadas, a de tornar conhecida dos pará-minenses a trajetória de Benjamim de Oliveira. A cidade, até então, tinha como menção ao artista apenas o nome de uma rua, a Artista Benjamim de Oliveira, localizada no bairro Nossa Senhora das Graças, denominada por uma lei municipal de 1958, cujo projeto foi assinado pelo vereador Walter Martins Ferreira na administração do prefeito Osvaldo Lage.

Após essa homenagem no início da segunda metade do século passado, o nome de Benjamim de Oliveira caiu no campo ingrato do esquecimento e passou longos anos na escuridão e no silêncio.

Nos meados da década de 1990, o bailarino Nilton Araújo trouxe a Pará de Minas um grupo de palhaços da Cia Stronzo, da cidade de Ouro Preto, promovendo um evento no Parque do Bariri com o objetivo de divulgar o nome de Benjamim. O evento, embora tenha feito um “barulhinho bom”, não conseguiu conscientizar a população da importância desse grande artista.

Após essa data, novamente um longo período de amnésia em relação a Benjamim abateu-se sobre a cidade de Pará de Minas e seus habitantes até os idos de 1997, quando dois fatos importantes mudaram esse cenário: o lançamento do livro Circo-Teatro: Benjamim de Oliveira e a teatralidade circense no Brasil, no estado de São Paulo, da pesquisadora e escritora Erminia Silva, e a apresentação da peça teatral Circo-Teatro Benjamim, do grupo NEPAA (Núcleo de Estudo das Performances Afro-ameríndias), do Rio de Janeiro. O nome de Benjamim ressurge como uma luz que se acende clareando um imenso picadeiro, anunciando uma comovente saga a ser contada. Os poucos habitantes que tiveram acesso a esses dois fatos se emocionaram com a trajetória do grande homem por trás do palhaço e se encantaram com as estripulias de palhaço desse notável homem.

No ano de 2008, o escritor e blogueiro Luiz David convidou vários escritores para escreverem histórias que construíram os 150 anos de emancipação político-administrativa de Pará de Minas, que se completariam em 2009. Fui convidado para escrever um artigo sobre a vida do artista Benjamim de Oliveira e do escultor e ceramista Sica (Raimundo Nogueira de Faria). A vida dos dois se entrelaçou no maravilhoso mundo das artes, pois ambos se tornaram artistas muito conhecidos e eram autodidatas.

Desde meados de 1990, eu vinha pesquisando sobre Benjamim de Oliveira e, no início de 2009, quando me encontrava em pleno exercício da escrita do artigo sobre ele, fui tomado de surpresa quando fui convidado pela secretária de Cultura Maiza Lage Barbosa para assumir o Departamento de Cultura, hoje Departamento de Ação e Difusão Cultural. Tão logo assumimos, começamos a mapear os grupos artísticos locais, nossos produtos culturais, nossas histórias. Em meio a esses estudos para divulgar a cultura local, uma das propostas que surgiram foi a criação do Parabenjamim- Festival de Palhaço de Pará de Minas.

A primeira edição do Parabenjamim aconteceu nos dias 9, 10 e 11 de junho de 2009. Para que ela acontecesse, foi fundamental a contribuição do palhaço Pururuca, que há 35 anos mantém viva a arte circense por aqui, e de Sula Mavrudis, que não mediu esforços para nos colocar em contato com grupos de circo-teatro, com palhaços, donos de circo, acrobatas, malabaristas e com pesquisadores relacionados ao tema. Estiveram presentes na primeira edição o Grupo de Teatro Maracutaia e o Palhaço Pururuca (Rogério Faria), ambos de Pará de Minas; a Cia. Bobagem, o Grupo de Teatro Terceira Margem, a contadora de histórias Sula Mavrudis e a comediante Cida Mendes, todos de Belo Horizonte. Ao todo, foram cinco apresentações que aconteceram em escolas, praças e espaços alternativos, tendo o palhaço como tema. Também ocorreu um debate no Auditório 1 da Faculdade de Pará de Minas, que trouxe mais informações sobre a arte circense aos artistas e instigou o público presente a conhecer tanto o universo riquíssimo do palhaço como a vida e a obra de Benjamim de Oliveira. Nesse cenário ainda tímido, a escritora e pesquisadora Erminia Silva doou para Pará de Minas parte de um arquivo fotográfico que conseguiu reunir durante sua pesquisa para sua tese de doutorado sobre Benjamim de Oliveira. A doação resultou numa exposição no hall do prédio da Casa da Cultura durante o mês de junho e teve expressiva visitação.Todo esse acervo fotográfico foi doado para o Museu Histórico de Pará de Minas, juntamente com uma doação que a escritora pará-minense Terezinha Pereira conseguiu junto à Biblioteca Nacional, três peças do gênero circo-teatro escritas por Oliveira: A pupila do diabo, Pescadores e Barraca do cigano.

 
Talvez por falta de oportunidade, demoramos muito tempo para prestar essas homenagens ao pará-minense Benjamim Chaves, cujo nome artístico é Benjamim de Oliveira. Porém, agora, oportunamente essa injustiça foi corrigida! Depois do lançamento do livro Circo-Teatro: Benjamim de Oliveira e a teatralidade circense no Brasil, da passagem do grupo de teatro do NEPAA, do Rio de Janeiro, com a peça Circo-Teatro Benjamim, e da primeira edição do Parabenjamim- 1º Festival de Palhaço de Pará de Minas, a cidade e seus habitantes incorporaram em suas rodas de prosa a fascinante trajetória do menino negro, escravo alforriado que nasceu em 1870 em Pará de Minas e fugiu com o circo e, predestinado ou não, se tornou um dos maiores artistas do Brasil.

Fonte:http://www.circonteudo.com.br/v1/index.php?option=com_content&view=article&id=2817:parabenjamim-festival-de-palhaco-de-para-de-minas&catid=253:jose-roberto-pereira&Itemid=580

Agentes Executivos e Presidentes da Câmara, Prefeitos de Pará de Minas

AGENTES EXECUTIVOS E PRESIDENTES DA CÂMARA DO MUNICÍPIO DE PARÁ DE MINAS


Alferes Francisco de Assis dos Santos Reo

De 20.09.1859 a 07.01.1861



Major Fidélis Evaristo Firmiano Ribeiro

De 07.01.1861 a 26.02.1866

De 07.03.1892 a 31.01.1894(Falecimento)



Coronel Domingos Justino Ribeiro

De 26.02.1866 a 19.05.1869



Alferes Francisco Esteves Rodrigues

De 19.05.1869 a 20.07.1872

De 25.03.1876 a 14.05.1877

De 10.01.1881 a 12.02.1883



Antônio José Marinho

De 14.05.1877 a 10.01.1881

De 13.02.1883 a 12.01.1885



Evaristo José de Melo

De 13.01.1885 a 18.01.1886



João Jacinto de Mendonça

De 19.01.1886 a 07.01.1887



José Cândido Moreira

De 07.01.1887 a 23.11.1889



Antônio Pereira Duarte

De 14 a 20.01.1890



Governo Provisório, de 22.02.1890 a 07.03.1892:



José Cândido Moreira

De 22.02 a 14.04.1890

Dr. José Augusto Gonçalves de Souza Moreira

De 14.04.1890 a 18.02.1891

Dr. Cândido José Coutinho da Fonseca

De 18.02 a 08.05.1891

Francisco Torquato de Almeida

De 08.05.1891 a 07.03.1892



Termina o período do Conselho de Intendência(Governo Provisório).



A Câmara é novamente instalada em 07.03.1892, sob a Presidência do Major Fidélis.



Francisco Torquato de Almeida

De 31.01.1894 a 03.01.1895



Teófilo José Marinho

De 03.01.1895 a 31.01.1898



José da Costa Guimarães Sobrinho

De 31.01.1898 a 31.01.1901



Dr. Antônio Benedito Valadares Ribeiro

De 31.01.1901 a 24.11.1905



Fernando Otávio da Cunha Xavier

De 24.11.1905 a 11.05.1906

De 11.05.1906 a 31.05.1912



Cel. Torquato Alves de Almeida

De 01.06.1912 a 21.09.1922



Dr. Aristides Milton

De 21.09.1922 a 17.05.1927



Tenente Júlio de Melo Franco

De 17.05.1927 a 06.10.1930





PREFEITOS DO MUNICÍPIO DE PARÁ DE MINAS



Dr. Benedito Valadares Ribeiro

De 06.10.l930 a 28.02.1933



José Pereira da Costa

De 13 a 31.08.1931



Francisco Mendonça

De 03 a 18.08.1932

De 28.02 a 20.06.1933



Francisco Valadares Ribeiro

De 20.06.1933 a 19.11.1945

De 05.12.1945 a 01.03.1946



Dr. Geraldo Ferreira de Oliveira

De 19.11.1945 a 05.12.1945



José Xavier de Melo

De 01.03.1946 a 05.01.1947



José Vicente Marinho

De 06.01 a 16.04.1947

De 31.01.1951 a 31.01.1955



Dr. Carmério Moreira dos Santos

De 16.04.1947 a 02.01.1948



Padre José Viegas da Fonseca

De 02.01.1948 a 31.01.1951



Dr. Osvaldo Ribeiro Lage

De 31.01.1955 a 31.01.1959

Nesse período foi substituído pelo Vice:

Geraldo Alves de Souza

De 20.02 a 09.03.1957





Dr. Edward Moreira Xavier

De 31.01.1959 a 31.01.1963



Walter Martins Ferreira

De 31.01.1963 a 31.01.1967

De 31.01.1973 a 31.01.1977

Nesse período substituído pelo Vice:

Raymundo Mendonça

De 15 a 17.06.1966





José Porfírio de Oliveira

De 31.01.1967 a 31.01.1971

De 31.01.1977 a 31.01.1983

De 01.01.1989 a 30.08.1992(falecimento)



Nas administrações José Porfírio de Oliveira, ele foi substituído pelos Vices:

Sílvio Francelino Gonçalves

De 14.09 a 17.10.1979

Célio de Oliveira Duarte

De 27.08 a 25.10.1990

De 31.12.1991 a 29.02.1992

De 28.08.1992 a 01.01.1993





José Gentil de Almeida

De 31.01.1971 a 31.01.1973



Antônio Júlio de Faria

De 31.01.1983 a 01.01.1989

Nesse período foi substituído pelo Vice:

Paulo Antônio da Fonseca

De 15.10 a 14.11.1986

De 17.07 a 03.08.1987





Silésio Mendonça

De 01.01.1993 a 01.01.1997

Nesse período foi substituído pelo Vice:

Adair da Silva Almeida

De 14.10 a 24.11.1993

De 15.05 a 14.06.1995





Eli Pinto de Faria

De 01.01.1997 a 01.01.2001



Inácio Franco

De 01.01.2001 a 01.01.2005

De 01.01.2005 a 31.03.2006,quando renunciou para candidatar-se a Deputado Estadual.

Nesse período foi substituído pelo Vice:

José Porfírio de Oliveira Filho

De 31.03.2006 a 01.01.2009.

Candidato eleito em 2008, José Porfírio de Oliveira Filho garantiu novo mandato:

De 01.01.2009 a 2012

Fonte: Arquivo Muspam
Fotos dos Prefeitos estão na Galeria de Imagens/Personalidades
http://muspam.org/index.php?option=com_content&view=category&layout=blog&id=36&Itemid=89&limitstart=20

Bons de voto - PLEITO PARÁ DE MINAS

Bons de voto


O político que mais disputou eleições em Pará de Minas foi o ex-vereador e ex-vice-prefeito José Moreira ‘Zezinho’ Xavier (1912-2005). Por dez vezes ele colocou seu nome à disposição do eleitorado. Zezinho candidatou-se a prefeito em 1954 mas perdeu para o advogado, depois padre, Osvaldo Ribeiro Lage (n.1924). Em 1970 foi eleito vice-prefeito na chapa vencedora encabeçada pelo comerciante José Gentil de Almeida (1934-2003) para o mandato-tampão 1971/73. Como candidato a vereador foram oito disputas: 1947/1950/58/62/66/72/76/82. Na primeira vez Zezinho Xavier ficou na suplencia, mas chegou a assumir o mandato no transcorrer da legislatura. Foram oito vitórias em dez disputas e o total trinta e seis anos de exercicio de mandato, trinta deles consecutivos: 1958 a 1988.
O deputado estadual Antônio Júlio (n.1950) concorreu em sete eleições até agora. Foi eleito prefeito em 1982, quando estreou na política e a partir de 1990 elegeu-se consecutivamente para seis mandatos na Assembléia de Minas (1990/94/98/2002/2006/2010). Ainda não foi derrotado nas urnas. O mandato dele de prefeito foi de seis anos (1983/89).
Outro invicto é o deputado federal Eduardo Barbosa (n. 1958), que reelegeu-se pela quinta vez consecutiva para a Câmara Federal (1994/98/2002/2006/2010) . Eduardo tem 52 anos, a mesma idade que tinha o político paraense Ovidio de Abreu (1898-1990) quando disputou sua primeira eleição em 1950, para deputado federal. Ovidio concorreu em cinco oportunidades (1950/54/58/62/66), e perdeu apenas a última.
O maior dos políticos paraenses, Benedito Valadares (1892-1973), concorreu em apenas sete eleições durante toda a sua longa carreira política de 48 anos. Foram duas eleições para vereador em 1922 e 1926; duas de deputado federal em 1932 e 1950; senador em 1945 (sua única derrota), 1954 e 1962. O cargo de prefeito foi conquistado revolucionariamente em 1930 e os de Interventor e governador de Minas por nomeação do ditador Getúlio Vargas. Valadares ocupou cargos por 43 anos.
O ex-vereador Iran Campolina Leitão (n.1953) concorreu em sete eleições para o legislativo municipal: 1976/82/88/92/96/2000/04). Perdeu a primeira e a última eleição. No total exerceu o mandato por 22 anos consecutivos. Um, dos cinco mandatos, foi de seis anos (1983/89).
O atual vereador Geraldo da Silva Sabino (n.1942) concorreu em sete pleitos, um deles para deputado estadual em 1990, os demais para a Câmara: 1982/88/92/96/2004/2008. Perdeu em 1990 para deputado estadual e em 2004 para vereador. Em 2000 não concorreu. Ao final desta legislatura terá completado 22 anos de exercicio de mandato parlamentar.
O ex-prefeito e atual deputado estadual Inácio Franco (n. 1953) candidatou-se em seis oportunidades. Quatro delas para a prefeitura: 1992 e 1996, 2000 e 2004. Para deputado foram duas eleições: 2006 e 2010. Inácio perdeu a prefeitura nas duas primeiras tentativas e renunciou ao cargo de prefeito quando tinha apenas 16 meses de exercicio no segundo mandato, para disputar uma cadeira na Assembléia.
José Porfirio de Oliveira (1930-1992) concorreu à prefeitura em cinco oportunidades: 1962/66/72/76/88. Elegeu-se em 1966, 1976 e 1988. Um mandato foi de seis anos (1977/83). Faleceu em Agosto de 1992, no exercicio do mandato. Suas duas derrotas (1962 e 1972) foram para o mesmo adversário Walter Martins Ferreira.
Walter Martins (n.1930) concorreu à prefeitura por três vezes: 1962, 1972 e 1988; em outras três oportunidades foi à luta por uma cadeira na Câmara Municipal: 1954, 1958 e 1970. Para a prefeitura foi derrotado em 1988, mas elegeu-se para a Câmara em 1958 e 1970. Em sua estréia na política em 1954, Walter Martins ficou apenas na 1ª suplencia de seu partido, mas exerceu o mandato desde o primeiro dia, em decorrência da renúncia do vereador eleito João Gualberto Teixeira -Chiquito, antes mesmo da diplomação, por ter sido nomeado para um cargo público federal incompativel com o exercicio de mandato político. Assim, na carreira política de Walter podem ser contabilizadas cinco vitórias e apenas uma derrota, a de 1988.
Um dos maiorais da política do Pará de Minas, Torquato Alves de Almeida (1877-1948) foi às urnas seis vezes. Concorreu por quatro vezes ao cargo de vereador: 1910, 1914, 1918 e 1922. Foi eleito em todas, mas o mandato obtido em 1922 foi cassado pela justiça eleitoral. Em 1946 Coronel Torquato concorreu a uma cadeira de deputado estadual mas foi derrotado. Nas vezes em que ocupou o cargo de Agente Executivo, equivalente ao de prefeito (1912 a 1922), foi indicado pelos seus pares na Câmara Municipal.

Fonte: http://paraensedeminas.blog.terra.com.br/2010/10/page/3/

Walter Martins ex prefeito ganha uma homenagem especial da família – o livro que narra sua trajetória

Qua, 17 de Junho de 2009 09:00


Quem viveu em Pará de Minas na década de cinqüenta ou quem já teve a oportunidade de pesquisar a vida dos ex-prefeitos sabe que Walter Martins Ferreira é um nome de referência na galeria política do município. E agora sua obra será perpetuada numa grande homenagem que ele recebe do filho Fernando Martins Ferreira, autor do livro TRIBUTO AO WALTERANISMO OCULTO. O livro de quase noventa páginas retrata a história política de Walter Martins que iniciou sua carreira em 1953, aos 23 anos de idade, quando tornou-se o primeiro suplente da Câmara Municipal. Em 57 ele conseguiu se eleger vereador, em 62 foi empossado prefeito com a missão desafiadora de provar que um operário tinha capacidade para administrar a terra de Benedito Valadares. O livro reúne passagens muito interessantes de Walter Martins, assim como suas obras e mobilizações políticas. O filho, Fernando, divide com o público o orgulho da família, principalmente pela honestidade e a conduta austera do ex-prefeito. Fernando Martins disse que o exemplo deixado pelo pai durante sua passagem pela política deve servir de estímulo às novas gerações que, hoje, estão bastante perplexas diante de tantos escândalos. O ex-prefeito Walter Martins recebe a homenagem com muita emoção. Para ele, antes de ser um mergulho ao passado, o livro reaviva seu orgulho em ter contribuído com o desenvolvimento de Pará de Minas.

Fonte:

http://www.santacruzam.com/noticiario-local/4015-ex-prefeito-walter-martins-ganha-uma-homenagem-especial-da-familia--o-livro-que-narra-sua-trajetoria-.html

De quem é a obrigação ?Professores e Coordenadores uma parceria que anda em descompasso

De quem é a obrigação ?


Por: Roseli Brito · Comentarios (0)

Professores e Coordenadores uma parceria que anda em descompasso. Recentemente fizemos uma Pesquisa direcionada aos Professores e detectamos que 92,5 % estão insatisfeitos com a Coordenação e/ou Direção. Ver o artigo completo.

Agora foi a vez dos Coordenadores, que soltaram a voz e expuseram os motivos que os deixam tão insatisfeitos dentro da Escola. Estou socializando a pesquisa de modo que outros Coordenadores vejam que as situações são comuns a todos, e também para que os Professores saibam o que isso tem a ver com eles.

O Questionário enviado continha 10 perguntas, recebemos 1.484 respostas.A primeira pergunta foi:

- Cite 03 coisas que você acha que NÃO é atribuição do Coordenador.

As respostas foram muito fragmentadas, porém todas estavam relacionadas a grandes categorias que cito abaixo.



- GESTÃO ADMINISTRATIVA - executar tarefas burocráticas tais como:

. serviços de secretaria (boletins, tarjetas,fazer matrícula, atendimento na secretaria)

. Elaborar o PPP , PDE, PDDE sozinha

. Digitar o GDAE, EOL e Censo Escolar



- GESTÃO FINANCEIRA: tais como:

. prestar contas dos recursos financeiros

. comprar material pedagógico/limpeza, etc

. controlar materiais



- GESTÃO RECURSOS HUMANOS: tais como:

. controlar ponto dos professores e funcionários

. cobrir faltas de funcionários

. ter de convencer professor a ser criativo e inovar

. convencer Professor a se capacitar

. ter de lidar com funcionários descompromissados e sem preparo



- FAZER O SERVIÇO DO PROFESSOR

. substituir Professor / planejar aulas para professor/ corrigir provas/ preparar avaliações e atividades/ dar aula de reforço / manter a disciplina dentro da sala de aula /elaborar projetos/ decorar a escola / preencher ficha individual do aluno e Ficha de desempenho / ter de ir a sala de aula a todo instante resolver conflitos/ motivar o aluno a aprender quando o Professor prepara aulas monótonas / cuidar e ensinar os alunos com necessidades especiais



- FAZER O SERVIÇO DO INSPETOR ALUNO (portão, tocar sinal, vigiar corredores

- MERENDEIRA (preparar cardápio,distribuir merenda)

- BIBLIOTECARIO (controlar e distribuir livros)

- SER O QUEBRA GALHO DA ESCOLA

- ENFERMEIRO



Fazendo uma breve análise desses dados, é possível constatar que o Coordenador está assumindo tarefas que não condizem com sua função. É preciso que fique claro primeiramente quais são as funções de um Coordenador, para isso basta consultar o Regimento Escolar da sua escola, pois lá está descrito o que compete ao Coordenador realizar, bem como quais são as atribuições de todos os cargos que existem dentro da Escola.



No Regimento Escolar também está definido quais são os cargos existentes que responderão pela organização Técnico-Pedagógica da Escola, tais como: Núcleo de Direção, Núcleo Técnico-Pedagógico, Núcleo Administrativo, Núcleo Operacional e Núcleo Docente. Quais são as pessoas, dentro da sua Escola, que compõem cada um desses Núcleos ? Quais são as tarefas que compete a cada um?



Ao fazer esta pequena reflexão o Coordenador conseguirá listar todas as tarefas que estejam fora da sua função e DELEGAR para os responsáveis.

Cabe ao Coordenador responder pelo gerenciamento e supervisão das atividades relacionadas ao processo de ensino e aprendizagem, e não executar as tarefas pelos envolvidos.


Ao Coordenador também cabe a tarefa de ser o articulador no sentido de promover a capacitação e treinamento da Equipe de modo que os objetivos traçados no que refere-se as metas de aprendizagem sejam alcançadas. Porém nada exime de que o Professor também tenha a iniciativa de estar sempre atualizado e informado quanto as melhores práticas e estratégias para dar aula e gerenciar a sala de aula .

Com tantas tarefas o Coordenador fica sem o tempo de realizar as atividades que realmente lhe competem: que é dar suporte ao Professor por meio das ACs, HTPCs, Reuniões Pedagógicas. Ficar apagando “ incêndios diários” não contribui para organizar a escola e ajudar no desempenho do aluno, para isso você precisa de tempo e que cada membro da Equipe esteja realizando o próprio trabalho.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Enem: avaliando o avaliador

Enem: avaliando o avaliador

Com relação ao Enem, em especial suas versões 2009 e 2010, uma sequência de descompassos tem abalado a credibilidade de um exame que envolve mais de três milhões de estudantes, em todo o Brasil, e põe em risco conceitos importantes que podem impactar na melhoria de nosso sistema educacional. Ao longo de sua história, o Enem passou por mudanças importantes, desde sua implantação, em 1998. Assumiu finalidades distintas e não complementares: ser um exame voltado para a avaliação do desempenho individual ao final da educação básica, com caráter de adesão individual e optativo, e, ao mesmo tempo, um instrumento classificatório e seletivo para o acesso ao ensino superior. A falta de comparabilidade entre os exames por dez anos, seu caráter optativo e, ao mesmo tempo, a publicação de resultados dos alunos a partir de 2005 geraram impacto significativo nas instituições de ensino, pois a prova passou a ser, socialmente, conhecida como um instrumento de avaliação de instituições, mesmo não tendo características técnicas para cumprir esse papel.

Em 2009, com o ano letivo em pleno andamento, houve a decisão de se alterarem as regras, o formato e o propósito do Enem, acentuando seu caráter classificatório e seletivo, ao vinculá-lo ao processo de ingresso nas universidades federais. Ao período de surpresa inicial seguiram-se momentos de indefinições e impactos, traduzidos no aguardo da adesão ao exame pelas universidades federais, na alteração da data de aplicação de agosto para dezembro e na compreensão da nova estrutura da avaliação, culminando com o adiamento da prova, a dois dias de sua execução, por motivo de fraude. Instituições de educação básica, em todo o País, mobilizaram-se para acolher e preparar seus alunos para a transição que se impunha, sem cuidado, por parte de seus propositores, que transformaram grandes ideias em precários processos.

Indefinições, ao longo do ano de 2010, quanto ao período de realização da prova, que ficou, novamente, para o final do ano, próximo à data de grandes vestibulares, vazamento de dados sigilosos dos alunos por parte do site do INEP, problemas de impressão dos cadernos e dos gabaritos e o despreparo para tratar contingências comprometeram a credibilidade do Enem, não quanto ao seu propósito, mas quanto à condição dos órgãos competentes de implementar, com qualidade, avaliação de tamanha envergadura.

No caso do acesso ao ensino superior, temos exemplos bem-sucedidos, como o Scholastic Assessment Test (SAT), aplicado nos Estados Unidos. O exame apresenta características fundamentais para seu sucesso: seu caráter compulsório a todos os que quiserem ingressar no ensino superior, a oferta de várias oportunidades de realização ao longo do ano e a descentralização da aplicação da prova, utilizando a mesma técnica contida no atual Enem, que é a Teoria de Resposta ao Item (TRI). Essa prova é aplicada, inclusive em outros países, como o Brasil, a todos os alunos que buscam ingressar em universidades americanas.

Os pressupostos pedagógicos do Enem, de avaliar competências e habilidades, de preconizar novas diretrizes para o ensino médio, o estabelecimento de indicadores que orientem políticas públicas e norteiem as escolas, assim como a criação de processos nacionais de seleção à universidade, são elementos importantes, capazes de contribuir para a melhoria do sistema educacional como um todo. Portanto, devem ser perseguidos. Assim, o que está em descrédito não é o Enem em si, mas a forma como as mudanças vêm sendo conduzidas, com prazos e processos inadequados, que levam a fragilidades técnicas e operacionais. Fazendo uma metáfora com a rotina escolar, o processo de aplicação do Enem está em recuperação.

Texto de Esther de Almeida P. M. Carvalho, diretora-geral do Colégio Rio Branco, de São Paulo (SP).

E-mail: estherc@crb.g12.br

Fonte;Jornal Virtual 195 - 10 12 2010

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

“Hay que Buscarse un Amante”

PARA REFLETIR....


Dr. Jorge Bucay - PSICÓLOGO –

Tradução do original “Hay que Buscarse un Amante”

Muitas pessoas têm um amante e outras gostariam de ter um.

Há também as que não têm e as que tinham e perderam.

Geralmente são essas últimas as que vêem ao meu consultório para me contar que estão tristes ou que apresentam sintomas típicos de insônia, apatia, pessimismo, crises de choro ou as mais diversas dores.

Elas me contam que suas vidas transcorrem de forma monótona e sem perspectivas, que trabalham apenas para sobreviver e que não sabem como ocupar seu tempo livre.

Enfim, são várias as maneiras que elas encontram para dizer que estão simplesmente perdendo a esperança.

Antes de me contarem tudo isto, elas já haviam visitado outros consultórios, onde receberam as condolências de um diagnóstico firme: “Depressão”, além da inevitável receita do antidepressivo do momento.

Assim, após escutá-las atentamente, eu lhes digo que elas não precisam de nenhum antidepressivo. Digo-lhes que elas precisam de um AMANTE! É impressionante ver a expressão dos olhos delas ao receberem meu conselho.

Há as que pensam: “Como é possível que um profissional se atreva a sugerir uma coisa dessas?!” Há também as que, chocadas e escandalizadas, se despedem e não voltam nunca mais.

Àquelas, porém, que decidem ficar e não fogem horrorizadas, eu explico o seguinte: AMANTE é “aquilo que nos apaixona”. É o que toma conta do nosso pensamento antes de pegarmos no sono e é também aquilo que, às vezes, nos impede de dormir.

O nosso AMANTE é aquilo que nos mantém distraídos em relação ao que acontece à nossa volta. É o que nos mostra o sentido e a motivação da vida.

Às vezes encontramos o nosso amante em nosso parceiro, outras, em alguém que não é nosso parceiro, mas que nos desperta as maiores paixões e sensações incríveis.

Também podemos encontrá-lo na pesquisa científica ou na Literatura, na música, na política, no esporte, no trabalho, no trabalho voluntário, na necessidade de transcender espiritualmente, na boa mesa, no viajar, no estudo ou no prazer obsessivo do passatempo predileto, tudo que te possa dar prazer...

Esse é o "Seu Amante".

Vá, procure-o o mais rápido possível.

Enfim, é “Alguém” ou “Algo” que nos faz “namorar” a vida e nos afasta do triste destino de “Ir Levando”.

E o que é “Ir Levando”?

Ir levando é ter MEDO DE VIVER!

É o vigiar os outros e a forma como os outros vivem. Vigie a si mesma apenas, deixe os outros. É o se deixar dominar pela pressão, perambular por consultórios médicos, tomar remédios multicoloridos, afastar-se do que é gratificante, observar decepcionado(a) cada ruga nova que o espelho mostra, é se aborrecer com o calor ou com o frio, com a umidade, com o sol ou com a chuva.

Ir levando é adiar a possibilidade de desfrutar o hoje, fingindo se contentar com a incerta e frágil ilusão de que talvez possamos realizar algo amanhã.

Por favor, não se contente com “Ir Levando”. Procure um amante, seja também Um Amante e um Protagonista... DA SUA VIDA!



Acredite: o trágico não é morrer. Afinal a morte tem boa memória e nunca se esqueceu de ninguém.

O trágico é desistir de viver; por isso, e sem mais delongas, procure um Amante...



A psicologia, após estudar muito sobre o tema, descobriu algo Transcendental:

“PARA SE ESTAR SATISFEITO, ATIVO, SENTIR-SE JOVEM E FELIZ, É PRECISO NAMORAR A VIDA."

domingo, 5 de dezembro de 2010

Interdisciplinar: o que é isso?

Interdisciplinar: o que é isso?


Embora a palavra seja bonita e até difícil de pronunciar, percebemos que pouco sabemos de seu real sentido. Estudamos, lemos, debatemos e até nos arriscamos a falar sobre o assunto. No entanto, quando chega a hora de colocar em prática, não é difícil perceber que a realidade está bem distante do tema proposto.

Não é de hoje que teóricos como Kilpatrick, Dewey e outros sonharam com esse ideal. Tantos outros vieram depois deles, no exterior e no Brasil. Eles têm sonhado e tentado, da mesma forma, colocar em prática a interdisciplinaridade. Não podemos esquecer que a interdisciplinaridade tem a ver com a vida. É o processo de ensino-aprendizagem que prepara para o enfrentamento dos problemas do dia a dia. Esse é seu principal objetivo e, se colocado em prática, traz os resultados esperados. Se sabemos disso, por que, então, é tão difícil exercer a interdisciplinaridade?

A escola, como a conhecemos hoje, estruturou-se de tal forma segmentada, que se torna difícil alterá-la. A dificuldade se expressa, em primeiro lugar, na formação dos profissionais da educação. Esses profissionais, tão importantes e necessários, já vêm para o exercício de sua função com uma preparação segmentada. Desde a infância, frequentaram uma escola segmentada. Ao se prepararem para o magistério, sua formação continuou a ser segmentada. De um dia para o outro, eles se vêm diante da necessidade de exercer uma função para a qual não foram preparados. Seus orientadores, professores, mestres e até doutores quase sempre também não sabem o que é ser interdisciplinar. Há de se notar ainda, embora não se justifique, a vida difícil que leva o professor, tendo sua carga horária mais que completa, o que o impede de ter uma formação continuada, o que muitos desejariam.

Muitos profissionais que trabalham de forma interdisciplinar o fazem por perceber essa necessidade e tentam se adaptar a ela, transformando suas aulas em momentos de ensino-aprendizagem significativos para o aluno. Não é novidade para nós, educadores, que ninguém aprende aquilo que não quer aprender. Assim, o educador que consegue exercer a interdisciplinaridade pode considerar-se vitorioso e, sem dúvida, terá a atenção e o interesse em seus alunos, já que a interdisciplinaridade tem a característica de produzir o interesse e o desejo de aprender, porque coloca o aluno em contato com os problemas que enfrenta ou enfrentará em sua própria vida.

Vem-me à lembrança a figura do pedagogo como aquele que conduzia, antigamente, um único educando. Sua função era a de preparar, em todos os sentidos, aquele ser que lhe era confiado. É bem provável que essa figura exercesse sua função de forma interdisciplinar, ou até mesmo transdisciplinar, fazendo ligação entre as mais variadas áreas do saber, que davam, inclusive, base moral, cultural e psicológica ao indivíduo. O pedagogo acompanhava desde muito cedo a criança, ensinando a ela o que era de seu interesse e também o que deveria aprender, de acordo com o meio em que vivia e diante das dificuldades ou facilidades que enfrentaria na vida. Infelizmente, só tinham acesso a esse tipo de educação os filhos de famílias mais abastadas. Com o passar do tempo, começaram a se reunir pequenos grupos, em função da dificuldade de se encontrar e, inclusive, manter um profissional assim, de forma particular.

Não há dúvida de que, para atender vários alunos, o ensino segmentado é mais fácil de ser conduzido. Da mesma forma, há de se levar em conta que, hoje, com classes que chegam a 45 alunos ou mais, também é difícil conduzir o ensino de forma interdisciplinar, visando atender as necessidades de cada um. Não é difícil chegar à conclusão de que ser professor/educador não é para qualquer um. Educar de forma interdisciplinar também não o é. É um desafio constante, uma busca constante de aperfeiçoamento, de estudo, de conhecimentos, para identificar a melhor maneira de atingir esse ou aquele aluno da forma como precisa ser atingido. Na verdade, para ser interdisciplinar, o professor precisa amar, e muito, o que faz.

O professor interdisciplinar terá sua formação acadêmica em determinada área, já que a graduação nos prepara dessa forma. Mas saberá buscar os conhecimentos necessários em outras áreas ou aplicar os conhecimentos ensinados à vida do aluno, tornando esse ensino interdisciplinar e altamente prático para a vida do educando. Se ninguém aprende o que não quer aprender, também é verdade que a aprendizagem significativa, que liga as áreas do saber e permite colocar na vida prática o que se aprendeu, é rapidamente assimilada pelo aprendiz.

Como professores, precisamos buscar o conhecimento, a criatividade, a melhor maneira de atingir nossos alunos. Um dos caminhos excelentes é a Interdisciplinaridade. É um grande desafio para o educador de hoje, mas, sem dúvida, um desafio que vale a pena enfrentar, para ver logo à frente o resultado do investimento feito em sua própria formação.

Texto de Mary Hebling de Lima, escritora, pedagoga, psicopedagoga, mestranda em Educação, Arte e História da Cultura, pela Universidade Presbiteriana Mackenzie.

E-mail: Ismael_mary@uol.com.br

Fonte:  JORNAL VIRTUAL Ano 8 - Nº 194-03/12/2010

DIFERENÇA ENTRE DISTURBIOS E PROBLEMAS E DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM NA INFANCIA

DISTÚRBIOS, TRANSTORNOS, DIFICULDADES E PROBLEMAS DE APRENDIZAGEM:


Juliana Zantut Nutti

A definição do que se considera como distúrbio, transtorno, dificuldade e/ou problema de aprendizagem é uma das mais inquietantes problemáticas para aqueles que se atuam no diagnóstico, prevenção e reabilitação do processo de aprendizagem, pois envolve uma vasta literatura fundamentada em concepções nem sempre coincidentes ou convergentes. O grande número de obras relacionadas à temática impede que se contemplem todas as definições e abordagens sobre os conceitos mencionados. Pretende-se, no presente artigo, a partir de uma revisão bibliográfica, empreender uma descrição dos conceitos recorrentes na literatura especializada e discutir-se algumas perspectivas de análise sobre o que se vem denominando como “dificuldade de aprendizagem”, a fim de propor um painel provisório acerca da temática. Como síntese apresenta-se a análise de Romero (1995), que situa as diversas teorias ou modelos de concepção sobre as dificuldades de aprendizagem em um contínuo pessoa - ambiente, defendendo uma posição intermediária, integradora e interacionista, baseada em um concepção dialética das dificuldades de aprendizagem, na qual posições aparentemente opostas podem dialogar e serem complementares entre si.

Introdução

A literatura a respeito do diagnóstico e tratamento de distúrbios, transtornos, dificuldades ou problemas de aprendizagem é vasta e fundamentada em concepções, muitas vezes, divergentes entre si.

Devido o grande número de obras relacionadas ao assunto, torna-se inviável contemplar todas as possíveis definições e abordagens sobre esses conceitos. Portanto, nesse texto pretendemos analisar os conceitos mais comumente utilizados na literatura especializada e algumas das muitas perspectivas de análise sobre as dificuldades de aprendizagem, procurando traçar um panorama (ainda que provisório) sobre essa temática.

Segundo Moojen (1999), os termos distúrbios, transtornos, dificuldades e problemas de aprendizagem tem sido utilizados de forma aleatória, tanto na literatura especializada como na prática clínica e escolar, para designar quadros diagnósticos diferentes.

Na mesma perspectiva, França (1996) coloca que a utilização dos termos distúrbios, problemas e dificuldades de aprendizagem é um dos aspectos menos conclusivos para aqueles que iniciam a formação em Psicopedagogia. Para o autor, aparentemente os defensores da abordagem comportamental preferem a utilização do termo distúrbio, enquanto os construtivistas parecem ser adeptos do termo dificuldade. Ainda de acordo com o autor, aparentemente a distinção feita entre os termos dificuldades e distúrbios de aprendizagem esteja baseada na concepção de que o termo “dificuldade” está mais relacionado à problemas de ordem psicopedagógica e/ou sócio - culturais, ou seja, o problema não está centrado apenas no aluno, sendo que essa visão é mais freqüentemente utilizado em uma perspectiva preventiva; por outro lado, o termo “distúrbio” está mais vinculado ao aluno, na medida em que sugere a existência de comprometimento neurológicos em funções corticais específicas, sendo mais utilizado pela perspectiva clínica ou remediativa.



Distúrbios de aprendizagem

Collares e Moysés (1992) analisaram o conceito de distúrbios de aprendizagem do ponto de vista etimológico e a partir do conceito proposto pelo National Joint Comittee for Learning Disabilities (Comitê Nacional de Dificuldades de Aprendizagem), Estados Unidos da América.

Etimologicamente, a palavra distúrbio compõem-se do radical turbare e do prefixo dis. O radical turbare significa “alteração violenta na ordem natural” e pode ser identificado também nas palavras turvo, turbilhão, perturbar e conturbar. O prefixo dis tem como significado “alteração com sentido anormal, patológico” e possui valor negativo. O prefixo dis é muito utilizado na terminologia médica (por exemplo: distensão, distrofia). Em síntese, do ponto do vista etimológico, a palavra distúrbio pode ser traduzida como “anormalidade patológica por alteração violenta na ordem natural”

Segundo as autoras, seguindo a mesma perspectiva etimológica, a expressão distúrbios de aprendizagem teria o significado de “anormalidade patológica por alteração violenta na ordem natural da aprendizagem”, obviamente localizada em quem aprende. Portanto, um distúrbio de aprendizagem obrigatoriamente remete a um problema ou a uma doença que acomete o aluno em nível individual e orgânico.

De acordo com Collares e Moysés (1992), o uso da expressão distúrbio de aprendizagem tem se expandido de maneira assustadora entre os professores, apesar da maioria desses profissionais nem sempre conseguir explicar claramente o significado dessa expressão ou os critérios em que se baseiam para utilizá-la no contexto escolar. Na opinião das autoras, a utilização desmedida da expressão distúrbio de aprendizagem no cotidiano escolar seria mais um reflexo do processo de patologização da aprendizagem ou da biologização das questões sociais.

De acordo com a definição estabelecida em 1981 pelo National Joint Comittee for Learning Disabilities (Comitê Nacional de Dificuldades de Aprendizagem), nos Estados Unidos da América,

Distúrbios de aprendizagem é um termo genérico que se refere a um grupo heterogêneo de alterações manifestas por dificuldades significativas na aquisição e uso da audição, fala, leitura, escrita, raciocínio ou habilidades matemáticas. Estas alterações são intrínsecas ao indivíduo e presumivelmente devidas à disfunção do sistema nervoso central. Apesar de um distúrbio de aprendizagem poder ocorrer concomitantemente com outras condições desfavoráveis (por exemplo, alteração sensorial, retardo mental, distúrbio social ou emocional) ou influências ambientais (por exemplo, diferenças culturais, instrução insuficiente/inadequada, fatores psicogênicos), não é resultado direto dessas condições ou influências. (Collares e Moysés, 1992: 32)



O National Joint Comittee for Learning Disabilities é considerado, nos Estados Unidos da América, como o órgão competente para normatizar os assuntos referentes aos distúrbios de aprendizagem. A fim de prevenir a ocorrência de erros de interpretação o Comitê publicou a definição acima apresentada com explicações específicas ao longo de cada frase.

A frase “estas alterações são intrínsecas ao indivíduo e presumivelmente devidas à disfunção do sistema nervoso central”, por exemplo, vem acompanhada da explicação de que a fonte do distúrbio deve ser encontrada internamente à pessoa que é afetada e que a causa do distúrbio de aprendizagem é uma disfunção conhecida ou presumida no sistema nervoso central. Acerca da evidência concreta de organicidade relacionada ao distúrbio de aprendizagem, o Comitê afirma que, apesar de não ser necessário que tal evidência esteja presente, é necessário que, pelo menos, uma disfunção do sistema nervoso central seja a causa suspeita para que o distúrbio possa ser diagnosticado.

No entanto, segundo Ross (1979, citado por Miranda, 2000), a utilização do termo “distúrbio de aprendizagem”, chama a atenção para a existência de crianças que freqüentam escolas e apresentam dificuldades de aprendizagem, embora aparentemente não possuam defeitos físicos, sensoriais, intelectuais ou emocionais. Esse rótulo, segundo o autor, ocasionou durante anos que tais crianças fossem ignoradas, mal diagnosticadas ou maltratadas e as dificuldades que demonstravam serem designadas de várias maneira como “hiperatividade”, “síndrome hipercinética”, “síndrome da criança hiperativa”, “lesão cerebral mínima”, disfunção cerebral mínima”, “dificuldade de aprendizagem” ou “disfunção na aprendizagem.”

Para Collares e Moysés (1992), os distúrbios de aprendizagem seriam frutos do pensamento médico, surgindo como entidades nosológicas e com o caráter de doenças neurológicas.



Transtornos de aprendizagem

Outra terminologia recorrente na literatura especializada é a palavra “transtorno”. Segundo a Classificação de Transtornos Mentais e de Comportamento da Classificação Internacional de Doenças - 10, elaborado pela Organização Mundial de Saúde:

O termo “transtorno” é usado por toda a classificação, de forma a evitar problemas ainda maiores inerentes ao uso de termos tais como “doença” ou “enfermidade”. “Transtorno” não é um termo exato, porém é usado para indicar a existência de um conjunto de sintomas ou comportamentos clinicamente reconhecível associado, na maioria dos casos, a sofrimento e interferência com funções pessoais (CID - 10, 1992: 5).



A Classificação de Transtornos Mentais e de Comportamento da Classificação Internacional de Doenças - 10 (ou, simplesmente CID - 10) situa os problemas referentes à aprendizagem na classificação Transtornos específicos do desenvolvimento das habilidades escolares (F81), que, por sua vez, está inserida na categoria mais ampla de Transtornos do desenvolvimento psicológico (F80 - 89).

Segundo o CID - 10, todos os transtornos incluídos na categoria Transtornos do desenvolvimento psicológico (F80 - 89), inclusive os Transtornos específicos do desenvolvimento das habilidades escolares (F81), possuem os seguintes aspectos em comum:

- um início que ocorre invariavelmente no decorrer da infância;

- um comprometimento ou atraso no desenvolvimento de funções que são fortemente relacionadas à maturação biológica do sistema nervoso central;

- um curso estável que não envolve remissões (desaparecimentos) e recaídas que tendem a ser características de muitos transtornos mentais.

Segundo o CID - 10:

Na maioria dos casos, as funções afetadas incluem linguagem, habilidades visuoespaciais e/ou coordenação motora. É característico que os comprometimentos diminuam progressivamente à medida que a criança cresce (embora déficits mais leves freqüentemente perdurem na vida adulta). Em geral, a história é de um atraso ou comprometimento que está presente desde tão cedo quando possa ser confiavelmente detectado, sem nenhum período anterior de desenvolvimento normal. A maioria dessas condições é mais comum em meninos que em meninas. (Classificação de Transtornos Mentais e de Comportamento da Classificação Internacional de Doenças - 10, 1992: 228).



Em relação aos Transtornos do desenvolvimento psicológico (F80 - 89), o documento coloca que é característicos a esses tipos de transtornos que uma história familiar de transtornos similares ou relacionados esteja presente e que fatores genéticos tenham um papel importante na etiologia (conjunto de possíveis causas) de muitos (mas não de todos) os casos. Os fatores ambientais freqüentemente podem influenciar as funções de desenvolvimento afetadas, porém, na maioria dos casos, esses fatores não possuem uma influência predominante. E adverte que, embora exista uma concordância na conceituação global dos transtornos do desenvolvimento psicológico, a etiologia na maioria dos casos é desconhecida e há incerteza contínua com respeito a ambos (CID - 10, 1992: 228).

Acerca dos Transtornos específicos do desenvolvimento das habilidades escolares (F81), o documento coloca que

(...) são transtornos nos quais os padrões normais de aquisição de habilidades são perturbados desde os estágios iniciais do desenvolvimento. Eles não são simplesmente uma conseqüência de uma falta de oportunidade de aprender nem são decorrentes de qualquer forma de traumatismo ou de doença cerebral adquirida. Ao contrário, pensa-se que os transtornos originam-se de anormalidades no processo cognitivo, que derivam em grande parte de algum tipo de disfunção biológica (CID - 10, 1992: 236).



Quanto ao diagnóstico desses tipos de transtornos, o CID - 10 alerta que existem cinco tipos de dificuldades para que esse seja estabelecido, dos quais destacam-se:

- a necessidade de diferenciar os transtornos de variações normais nas realizações escolares;

- a necessidade de levar em consideração o curso do desenvolvimento, pois, em primeiro lugar, o significado de um atraso de um ano em leitura, na idade de 7 anos é diferente do atraso de um anos aos 14 anos de idade. Em segundo lugar, é comum que um atraso de linguagem nos anos pré - escolares desapareça no que diz respeito à linguagem falada, mas seja seguido por um atraso específico na leitura, o qual, por sua vez, pode diminuir na adolescência, ou seja, a condição é a mesma ao longo do tempo, mas o padrão se altera com o aumento da idade;

- a dificuldade de que as habilidades escolares têm que ser ensinadas e aprendidas: essas habilidades não são apenas resultados da maturação biológica e, dessa maneira, o nível de habilidades de uma criança dependerá das circunstâncias familiares e da escolaridade, além de suas próprias características individuais.

Fazem parte da categoria Transtornos específicos do desenvolvimento das habilidades escolares (F81), as seguintes subcategorias:

F81.0 - Transtorno específico da leitura

F81.1 - Transtorno específico do soletrar

F81.2. - Transtorno específico de habilidades aritméticas

F81.3 - Transtorno misto das habilidades escolares

F81.8 - Outros transtornos do desenvolvimento das habilidades escolares

F81.9 - Transtornos do desenvolvimento das habilidades escolares, não especificado



De acordo com o CID - 10, os Transtornos específicos do desenvolvimento das habilidades escolares são compostos por grupos de transtornos manifestados por comprometimentos específicos e significativos no aprendizado de habilidades escolares, comprometimentos esses que não são resultado direto de outros transtornos, como o retardo mental, os déficits neurológicos grosseiros, os problemas visuais ou auditivos não corrigidos ou as perturbações emocionais, embora eles possam ocorrer simultaneamente com essas condições. Os transtornos específicos do desenvolvimento das habilidades escolares geralmente ocorrem junto com outras síndromes clínicas, como por exemplo, o transtorno de déficit de atenção ou o transtorno de conduta, ou outros transtornos do desenvolvimento, tais como o transtorno específico do desenvolvimento da função motora ou os transtornos específicos do desenvolvimento da fala e linguagem.

As possíveis causas dos Transtornos específicos do desenvolvimento das habilidades escolares não são conhecidas, mas supõe-se que exista a predominância de fatores biológicos, os quais interagem com fatores não biológicos, como oportunidade para aprender e qualidade do ensino. É um fator diagnóstico importante que os transtornos se manifestem durante os primeiros anos de escolaridade. Portanto, segundo o CID - 10, o atraso do desempenho escolar de crianças em um estágio posterior de suas vidas escolares, devido à falta de interesse, a um ensino deficiente, a perturbações emocionais ou ao aumento ou mudança no padrão de exigência das tarefas, não podem ser considerados Transtornos específicos do desenvolvimento das habilidades escolares.

Ao lado da definição proposta pelo CID - 10, apresentados a análise realizada por Moojen (1999) sobre o conceito de Transtornos de Aprendizagem, a partir do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM - IV). Segundo essa análise, o termo Transtorno de Aprendizagem situa-se na categoria dos Transtornos geralmente diagnosticados pela primeira vez na infância ou adolescência, sendo classificado em Transtorno de Leitura, Transtorno de Matemática e Transtorno da Expressão Escrita. Os Transtornos de Aprendizagem são diagnosticados quando o desempenho de indivíduos submetidos a testes padronizados de leitura, matemática ou expressão escrita está significativamente abaixo do esperado para a idade, escolarização e nível de inteligência. O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM - IV) estima que a prevalência dos Transtornos de Aprendizagem seja na faixa de 2 a 10% da população, dependendo da natureza da averiguação e das definições explicadas.



Dificuldades ou problemas de aprendizagem

Moojen (1999) afirma que, ao lado do pequeno grupo de crianças que apresenta Transtornos de Aprendizagem decorrente de imaturidade do desenvolvimento e/ou disfunção psiconeurológica, existe um grupo muito maior de crianças que apresenta baixo rendimento escolar em decorrência de fatores isolados ou em interação. As alterações apresentadas por esse contingente maior de alunos poderiam ser designado como “dificuldades de aprendizagem”. Participariam dessa conceituação os atrasos no desempenho escolar por falta de interesse, perturbação emocional, inadequação metodológica ou mudança no padrão de exigência da escola, ou seja, alterações evolutivas normais que foram consideradas no passado como alterações patológicas.

Pain (1981, citado por Rubinstein, 1996) considera a dificuldade para aprender como um sintoma, que cumpre uma função positiva tão integrativa como o aprender, e que pode ser determinado por:

1. Fatores orgânicos: relacionados com aspectos do funcionamento anatômico, como o funcionamento dos órgãos dos sentidos e do sistema nervoso central;

2. Fatores específicos: relacionados à dificuldades específicas do indivíduo, os quais não são passíveis de constatação orgânica, mas que se manifestam na área da linguagem ou na organização espacial e temporal, dentre outros;

3. Fatores psicógenos: é necessário que se faça a distinção entre dificuldades de aprendizagem decorrentes de um sintoma ou de uma inibição. Quando relacionado ao um sintoma, o não aprender possui um significado inconsciente; quando relacionado a uma inibição, trata-se de uma retração intelectual do ego, ocorrendo uma diminuição das funções cognitivas que acaba por acarretar os problemas para aprender;

4. Fatores ambientais: relacionados às condições objetivas ambientais que podem favorecer ou não a aprendizagem do indivíduo.



Fernández (1991) também considera as dificuldades de aprendizagem como sintomas ou “fraturas” no processo de aprendizagem, onde necessariamente estão em jogo quatro níveis: o organismo, o corpo, a inteligência e o desejo. A dificuldade para aprender, segundo a autora, seria o resultado da anulação das capacidades e do bloqueamento das possibilidades de aprendizagem de um indivíduo e, a fim de ilustrar essa condição, utiliza o termo inteligência aprisionada (atrapada, no idioma original).

Para a autora, a origem das dificuldades ou problemas de aprendizagem não se relaciona apenas à estrutura individual da criança, mas também à estrutura familiar a que a criança está vinculada. As dificuldades de aprendizagem estariam relacionadas às seguintes causas:

1. Causas externas à estrutura familiar e individual: originariam o problema de aprendizagem reativo, o qual afeta o aprender mas não aprisiona a inteligência e, geralmente, surge do confronto entre o aluno e a instituição;

2. Causas internas à estrutura familiar e individual: originariam o problema considerado como sintoma e inibição, afetando a dinâmica de articulações necessárias entre organismo, corpo, inteligência e desejo, causando o desejo inconsciente de não conhecer e, portanto, de não aprender;

3. Modalidades de pensamento derivadas de uma estrutura psicótica, as quais ocorrem em menor número de casos;

4. Fatores de deficiência orgânica: em casos mais raros.

A aprendizagem e seus desvios, para Fernández, compreendem não somente a elaboração objetivante, como também a elaboração subjetivante, as quais estão relacionadas às experiências pessoais, aos intercâmbios afetivos e emocionais, recordações e fantasias (Miranda, 2000).



Em busca de uma síntese (ainda que provisória)

Em uma tentativa de síntese, apresentaremos a proposta de análise de Romero (1995), o qual afirma que, apesar da proliferação de teorias e modelos explicativos com a pretensão, nem sempre bem - sucedida, de esclarecer as dificuldades aprendizagem, em geral essas costumam ser atribuídas a:

1. Variáveis pessoais, como a heterogeneidade ou a lesões cerebrais;

2. Variáveis ambientais, como ambientes familiares e educacionais inadequados;

3. Combinação interativa de ambos os tipos.

Segundo o autor, é possível situar as diferentes teorias ou modelos de concepção das dificuldades de aprendizagem em um contínuo pessoa - ambiente, dependendo da ênfase na responsabilidade da pessoa ou do ambiente na causa da dificuldade.

Em um extremo estariam todas as explicações que se centram no aluno e que compartilham a concepção da pessoa como um ser ativo, considerando o organismo como a fonte de todos os atos. No outro extremo, estariam situadas as correntes de cunho ambiental, que estão ligadas, em maior ou menor grau, a uma concepção mecanicista do desenvolvimento, considerando que a pessoa é controlada pelos estímulos do ambiente externo.

Para melhor visualização, reproduz-se abaixo o quadro originalmente elaborado pelo autor:



As teorias sobre a origem das dificuldades de aprendizagem

situadas em um contínuo pessoa - ambiente segundo a ênfase na importância

daquela ou deste na causa das dificuldades





P  Teorias sobre déficits neurológicos

E  Teoria sobre déficits de processos

S psiconeurológicos subjacentes: - Perceptivos

S  Linguísticos

O  Teorias sobre atrasos maturativos: Do Sistema Nervoso Central

A  De funções psicológicas

 Teorias sobre deficiências no processamento ativo da informação

A

M - Baseadas em processos psicológicos subjacentes

B  Teorias integradoras - Baseadas no processamento da informação

I

E  Teorias centradas no ambiente

N sócio - educacional do aluno: - No ambiente sociológico

T - No ambiente educacional

E  Teorias centradas na tarefa





Fonte: ROMERO, J. F. Os atrasos maturativos e as dificuldades de aprendizagem. In: COLL. C., PALACIOS, J., MARCHESI, A. Desenvolvimento psicológico e educação: necessidades educativas especiais e aprendizagem escolar. Porto Alegre: Artes Médicas, 1995, v. 3



No entanto, segundo Romero (1995), as posições nem sempre limitam-se a uma ou outra dessas categorias: será difícil encontrar, nos dias de hoje, um defensor de causas neurológicas que descarte completamente a importância dos diversos determinantes ambientais, assim como que quem enfatiza a importância dos fatores puramente acadêmicos não pode ignorar a influência de certos processos psiconeurológicos e ambientais.

Nesse sentido, Scoz (1994: 22) coloca que

(...) os problemas de aprendizagem não são restringíveis nem a causas físicas ou psicológicas, nem a análises das conjunturas sociais. É preciso compreendê-los a partir de um enfoque multidimensal, que amalgame fatores orgânicos, cognitivos, afetivos, sociais e pedagógicos, percebidos dentro das articulações sociais. Tanto quanto a análise, as ações sobre os problemas de aprendizagem devem inserir-se num movimento mais amplo de luta pela transformação da sociedade.



Portanto, em posições intermediárias do contínuo pessoa - ambiente deve-se situar a maioria dos autores, os quais defendem posturas integradoras e interacionistas, baseadas em um concepção dialética das dificuldades de aprendizagem, na qual posições aparentemente opostas podem dialogar e serem complementares entre si.





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Referências bibliográficas

Classificação de Transtornos Mentais e de Comportamento da CID-10: Descrições clínicas e diretrizes diagnósticas. Organização Mundial de Saúde (Org.). Porto Alegre: Artes Médicas, 1993

COLLARES, C. A. L. e MOYSÉS, M. A. A. A História não Contada dos Distúrbios de Aprendizagem. Cadernos CEDES no 28, Campinas: Papirus, 1993, pp.31-48.

FERNÁNDEZ. A. A inteligência aprisionada: abordagem psicopedagógica clínica da criança e da família. Porto Alegre: Artes Médicas, 1991

FRANÇA, C. Um novato na Psicopedagogia. In: SISTO, F. et al. Atuação psicopedagógica e aprendizagem escolar. Petrópolis, RJ: Vozes, 1996

MIRANDA, M. I. Crianças com problemas de aprendizagem na alfabetização: contribuições da teoria piagetiana. Araraquara, SP: JM Editora, 2000

MOOJEN, S. Dificuldades ou transtornos de aprendizagem? In: Rubinstein, E. (Org.). Psicopedagogia: uma prática, diferentes estilos. São Paulo: Casa do Psicólogo, 1999

ROMERO, J. F. Os atrasos maturativos e as dificuldades de aprendizagem. In: COLL. C., PALACIOS, J., MARCHESI, A. Desenvolvimento psicológico e educação: necessidades educativas especiais e aprendizagem escolar. Porto Alegre: Artes Médicas, 1995, v. 3

RUBISTEIN, E. A especificidade do diagnóstico psicopedagógico. In: SISTO, F. et al. Atuação psicopedagógica e aprendizagem escolar. Petrópolis, RJ: Vozes, 1996

SCOZ, B. Psicopedagogia e realidade escolar, o problema escolar e de aprendizagem. Petrópolis: Vozes, 1994

Publicado em 01/05/2002

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Juliana Zantut Nutti - Psicóloga, Doutora em Educação pela UFSCar

Fonte: http://www.psicopedagogia.com.br/artigos/artigo.asp?entrID=339
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     DIFERENÇA ENTRE DISTURBIOS E  PROBLEMAS E DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM NA INFANCIA

A disciplina de Problemas e Dificuldades na infância tem sido de extrema importância para distinguirmos a diferença entre problemas e dificuldades na infância, uma vez que segundo Moojen (1999), os termos distúrbios, transtornos, dificuldades e problemas de aprendizagem tem sido utilizados de forma aleatória, tanto na literatura especializada como na prática clínica e escolar, para designar quadros diagnósticos diferentes.

DISTURBIOS DE APRENDIZAGEM teria o significado de “anormalidade patológica por alteração violenta na ordem natural da aprendizagem”, obviamente localizada em quem aprende. Portanto, um distúrbio de aprendizagem obrigatoriamente remete a um problema ou a uma doença que acomete o aluno em nível individual e orgânico.
Estas alterações são intrínsecas ao indivíduo e presumivelmente devidas à disfunção do sistema nervoso central. Apesar de um distúrbio de aprendizagem poder ocorrer concomitantemente com outras condições desfavoráveis (por exemplo, alteração sensorial, retardo mental, distúrbio social ou emocional) ou influências ambientais (por exemplo, diferenças culturais, instrução insuficiente/inadequada, fatores psicogênicos), não é resultado direto dessas condições ou influências

OS PROBLEMAS DE APRENDIZAGEM são extrínsecas ao indivíduo. Referem-se às situações difíceis enfrentadas pela criança normal e pela criança normal com um desvio do quadro normal, mas com expectativa de aprendizagem longo prazo. Existem inúmeros fatores que desencadeiam problemas de aprendizagem:
DISLALIA
Qualquer troca fonêmica na fala ou omissão.
SIGMATISMO
Ceceio anterior: é a língua entre os dentes (para fora) pode até causar um problema na arcada dentária. Aparece quando a criança produz o som do “S”.

Ceceio lateral : quando o escape do ar é lateral.
GAGUE IRA: alteração na fluência da fala.

DISTÚRBIOS DE LEITURA E ESCRITA

DISORTOGRAFIA
Caracteriza-se pela dificuldade de orientação no tempo e no espaço; a criança apresenta falhas de coordenação motora e como resultado, aglutina palavras ou comete omissões; durante o processo de alfabetização, comumente inverte sílabas (per-pre) ou algarismos (32-23) ou troca letras (f-v / p-b).
DISLEXIA
Confunde letras semelhantes na forma (p-q) ou no som (j-g) e também troca sílabas (telefone-tefelone) lê de modo monótono, pouco inteligível, silabando, não entende o que lê.
DISGRAFIA
Não possui senso de direção, sua letra é ruim e seu tônus (força muscular) é irregular, ora muito fraco, ora muito forte.
DISFONIA Criança que fica rouca freqüentemente. Fala e lê muito alto.
Ratificando, estudar esta disciplina é de extrema importancia, pois podemos considerar o problema de aprendizagem como um sintoma, e pela intensidade com que este se apresenta fica difícil para o professor diferenciar um distúrbio de um problema de aprendizagem. Portanto estabelecer claramente os limites que separam “problemas” de aprendizagem dos chamados “distúrbios” de aprendizagem, é uma tarefa muito complicada, que fica a critério do especialista na área em que a deficiência se apresenta. Ao educador cabe apenas detectar as dificuldades de aprendizagem que aparecem em sua sala e tentar encaminhar,mas não resolver.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Ninguém cruza nosso caminho por acaso

Ninguém cruza nosso caminho por acaso

Recebi este email  e por achar esta mensagem muito interessante, e válida, resolvi postar aqui no blog.
É verdade que não pedi licença para a minha querida Rejane remetente, pois considero a mensagem de domínio público.

Preste atenção no que você vai ler agora.
Depois de ler, você vai saber qual a razão pela qual isso está sendo escrito.

Pessoas entram em sua vida por uma razão, por uma estação ou por uma vida inteira.
Quando perceber qual o motivo é, você vai saber o que fazer com cada pessoa.
Quando alguém está em sua vida por uma razão, é geralmente para suprir uma necessidade que você demonstrou.
Elas vêm para auxiliar em uma dificuldade, fornecer apoio e orientação com ajuda física, emocional ou espiritual.
Elas poderão parecer dádiva de Deus – e são!
Elas estão lá pela razão que você precisa que elas estejam lá.
Então, sem nenhuma atitude errada de sua parte ou em uma hora inconveniente, esta pessoa vai dizer ou fazer alguma coisa para levar essa relação a um fim.
Às vezes, essas pessoas morrem.
Às vezes, elas simplesmente se vão.
Às vezes, elas agem e te forçam a tomar uma posição.
O que devemos entender é que, nossas necessidades foram atendidas, nossos desejos preenchidos e os trabalhos delas foram feitos.
As suas orações foram atendidas.
E agora é tempo de ir.
Quando pessoas entram em nossas vidas por uma estação, é porque chegou a sua vez de dividir, crescer e aprender.
Elas trazem para você a experiência da paz ou fazem você rir.
Elas poderão ensinar algo que você nunca fez.
Elas, geralmente, dão uma quantidade enorme de prazer.
Acredite, pois é real!
Mas, somente por uma estação.
Relacionamento de uma vida inteira, ele nos ensina lições para a vida inteira, coisas que você deve construir por ter uma formação emocional sólida.
A sua tarefa é aceitar a lição, amar a pessoa e colocar o que você aprendeu em uso, inclusive, em todos os outros